Aba Pai - Santuário do Deus Vivo

                                   ABA PAI – FILHOS SANTUÁRIO DO DEUS VIVENTE

"E que acordo tem o templo de Deus com os ídolos? Pois vós sois santuários do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Pelo que saí do meio deles, apartai-vos, diz o Senhor. Não toqueis nada imundo, e eu vos receberei. Eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso” (II Co 6:16-18)

     Por que o Senhor permite que alguns passem por aparente destruição? Por que coisas aparentemente ruins acontecem com filhos de Deus? Nós somos o templo de Deus. O desejo do Pai é habitar e andar no meio dos seus filhos. Há um desejo tremendo do Senhor em habitar no meio de nós. Viver conosco. A Vida Eterna em nós. O próprio Deus numa aliança gloriosa com os seus filhos. Este é o propósito do Reino: Ele em nós, nós nele! Unidos tão intensamente ao ponto de sermos somente UM.

     Desde o tabernáculo construído por Moisés, até o templo na época do império romano, Deus estabeleceu na terra o modelo de um “lugar” onde Ele habitava, onde a glória de Deus se manifestava. O tabernáculo e os templos (primeiro e segundo), nós sabemos, são uma figura da realidade espiritual do templo verdadeiro e definitivo que são os seus filhos unidos a Cristo, a Pedra Principal. A história nos ensina que quando o templo deixava de ser o lugar onde Deus podia se manifestar, seja por causa da idolatria do povo ou pela corrupção dos sacerdotes, Deus já não se agradava daquele “lugar” e permitia que inimigos se levantassem e que o templo fosse jogado no chão. Foi assim com o rei Nabucodonozor e também com Tito, governantes da Babilônia e de Roma. Deus permitiu que o templo, que não era mais o ambiente propício para a Sua presença, fosse destruído. Uma vez sem templo, visivelmente, quem sabe o povo não poderia se voltar ao Senhor e clamar de novo pela Sua Glória? O que o Pai faz é simplesmente mostrar fisicamente a realidade espiritual que o povo estava vivendo. Por incrível que pareça, a destruição é um ato de um tremendo amor.

     Estamos falando que esses últimos dias têm sido dias de um esfriamento no meio do povo de Deus. Impressionante como filhos têm se afastado do Pai. E isso muito tem a ver com o fato da idolatria entrar nos corações. Nas palavras do apóstolo Paulo, tornou-se comum “tocar em coisas imundas”. Por se multiplicar a iniquidade o amor de “quase todos”, ou seja, da grande maioria, tem se esfriado; o normal parece que é estar frio; tristemente, tem sido comum conviver com o imundo, e tudo isso tem sido feito com total naturalidade. Por isso, como templo de Deus, nessas condições, não há outra coisa a ser feita pelo Pai, a não ser deixar que seja “jogado por terra” e que não fique pedra sobre pedra. Um templo em que Ele não possa habitar, não tem o porquê ficar de pé.

     Paulo nos adverte claramente: “Saí do meio deles”. Deles quem? Dos "quase todos", da maioria cujo amor tem esfriado. Existe uma porta estreita que precisa ser acessada, um caminho apertado de subida, que sem perseverança e quebrantamento, não poderá ser experimentado. O Monte Sião! Saiamos do meio daqueles que não discernem o santo do profano; dos que não separam o glorioso do comum, dos que não diferenciam a glória da idolatria. Não podemos viver nesse ambiente porque somos filhos de Deus chamados para sermos santuário do Deus Vivo!  Não tenhamos dúvidas: Não é fácil profetizar isso, mas, nesses dias, o Pai irá permitir que “nabucodonozores” e “titos” se levantem como instrumentos de destruição do profano a fim de quem o verdadeiro fique de pé e seja o lugar propício para a glória de Deus. Ele permitirá que seja abalado o que pode ser abalado: "Ainda uma vez abalarei não somente a terra, mas de igual modo o céu. Ora, esta frase "ainda uma vez" indica a remoção de coisas que podem ser abaladas, isto é, as coisas criadas, para que permaneça, o que não pode ser abalado. Portanto, recebemos um Reino inabalável, sejamos agradecidos e desse modo, adoremos a Deus com uma atitude aceitável, como toda reverência e temor, porque o nosso Deus é fogo consumidor" (Hb 12:26-29). É tempo de oração; é tempo de entender o coração de Deus. É tempo de cuidarmos dos nossos filhos! Não somos como "quase todos"; somos filhos do Deus Vivo! Acreditemos meus queridos irmãos: Destruir o templo sem glória é uma atitude de um profundo amor do nosso Aba Pai. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz à Igreja.

Pr Marcos Reis