Jornadas até a plenitude de Cristo - Sucote 2/42

AS JORNADAS ATÉ A PLENITUDE DE CRISTO - SUCOTE 2/42

“Partindo os filhos de Israel de Ramessés, acamparam-se em Sucote” (Nm 33:5)

“A nossa pátria, porém, está nos céus, de onde esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo de humilhação, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas” (Fl 3:20-21)

     Convictos da pecaminosidade da nossa natureza humana, somos salvos do Egito, pelo sangue do Cordeiro glorioso. Guiados pelo Espírito Santo, partimos de Ramessés, para o início de uma gloriosa caminhada até a terra da promessa. Isso é o que chamamos de justificação. Mesmo sendo pobres pecadores, Ele nos amou, e nos chamou, por sua infindável graça, a cumprir o Caminho até a plenitude.

     A próxima parada é uma excepcional lição que vai nos guiar tremendamente durante toda o percurso. O que aprendemos em Sucote? Esta palavra significa “tendas”. Aqui nós aprendemos que a caminhada nesse mundo é uma peregrinação, onde não devemos nos apegar às coisas dessa era, mas ao propósito eterno. Somos cidadãos dos céus, e devemos “habitar em tendas”, prontos para se mover a qualquer momento em que o Espírito nos chamar. “Pela fé, Abraão, quando chamado obedeceu ir para um lugar que devia receber por herança; e partiu sem saber aonde ia. Pela fé, peregrinou na terra da promessa, como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa; porque aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador” (Hb 11:8-10).

     Entender nossa caminhada nesse mundo como uma peregrinação, não se apegando às coisas do mundo, mas desejando a manifestação da nossa pátria que vem dos céus, nossa glorificação, e vitoria final, é a primeira lição depois da saída do Egito. Como essa lição se faz importante nos nossos dias atuais onde o evangelho foi tão contaminado pelo apego a esse mundo e seus cuidados. A advertência de Paulo é uma luz fortíssima sobre o tempo em que vivemos: “Isto, porém, vos digo, irmãos, que o tempo se abrevia; pelo que daqui para frente, os que tem mulher sejam como se não tivessem; os que choram, como se não chorassem, os que folgam, como se não folgassem, os que compram, como se nada possuíssem, e os que usam desse mundo, como se dele não usassem em absoluto, porque a aparência desse mundo passa” (I Co 7:29-31).

     Sucote quer nos lembrar sobre como lidar com esse mundo temporal. “Se é só para esta vida que esperamos em Cristo, somos, de todos os homens, os mais infelizes” (I Co 15:19). Seria esta a causa de tanta miserabilidade e infelicidade dos homens? Seria este o motivo de tantos, fisicamente “dentro da igreja” não conseguirem viver a plenitude da alegria que nos promete a salvação? Definitivamente, entender que estamos nesse mundo mas não somos do mundo e que todo aquele deserto com suas vitórias, experiências e até dificuldades, seria provisório, e por isso precisariam habitar em tendas, maleáveis, disponíveis à obediência do Espírito Santo que nos leva em direção ao propósito eterno. “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós manifestareis com ele em glória” (Cl 3:1-4). Sucote nos ensina que somos de cima e não de baixo. Deus nos abençoe.

Pr Marcos Reis


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