Separando terra e o ouro - De Roma à Jerusalém

           SEPARANDO A TERRA E O OURO – DE ROMA PARA JERUSALÉM

“Invalidais, assim, a palavra de Deus pela vossa própria tradição, que vós mesmos transmitistes. E fazeis muitas coisas semelhantes a essas” (Mc 7:13)

     A igreja nasceu em Jerusalém! Esse fato é muito mais importante do que podemos imaginar. Em 70 DC, sabemos que o templo e a cidade foram destruídos por aquele que seria o futuro imperador romano Tito. Estima-se que mais de um milhão de judeus morreram nesse tempo. Os judeus cristãos que ali habitavam, e que sobreviveram, começaram a sofrer muitas perseguições. Em 131 DC, um outro imperador, Adriano, mudou o nome da devastada Jerusalém para “Aelia Capitolina”, dedicando a cidade ao seu deus: Júpiter Capitolino, o que causou uma derradeira revolta judia e, enfim, a expulsão definitiva de todos os judeus que ainda ali viviam. O plano de Adriano era reconstruir Jerusalém e dedica-la a outras divindades romanas pagãs. Por causa da revolta judia, Adriano também mudou o nome da Judéia para “Síria Palestina”; como uma espécie de afronta e ironia honrando os maiores inimigos de Israel (Síria e Filisteus). Deste fato, surge o nome que hoje conhecemos como Palestina. Nunca houve um povo palestino que tivesse direito à terra, o que tanto é propagado pelas nações que teimam em contrariar os desígnios de Deus, se levantando contra Israel na tentativa de dividir a terra. Em 312 DC, Constantino, então imperador romano, “se converte” ao cristianismo dando origem ao Império Romano Cristão. É desse império que nasce a igreja romana, que viria a ter uma nova luz, somente com a Reforma em 1517.

     Vemos o quanto a igreja que conhecemos descende ainda de Roma. Das práticas romanas pagãs. O quanto de tradição humana foi acrescida e misturada à Palavra de Deus, à doutrina dos apóstolos que a igreja primitiva perseverava. A morte entrou na panela (II Re 4:38-41) e é por isso que não vemos o poder que víamos no início da Igreja. Doutrinas humanas entram e invalidam a Palavra de Deus. É necessário então que haja restauração às verdadeiras origens. O Senhor está levando sua igreja novamente para Jerusalém! Sua Santa Cidade! Ele está separando o ouro, que representa a glória de Deus, que estava misturado com terra, que representa as obras dos homens e a igreja estará, assim, recuperando o poder e a glória primitiva.

     Jerusalém significa o centro da vontade de Deus. É para Jerusalém que Jesus estava indo manifestando no seu rosto esse propósito: “E ocorreu que, ao se cumprirem os dias em que seria elevado aos céus, Jesus manifestou em seu semblante a firme resolução de ir em direção a Jerusalém” (Lc 9:51); é Jerusalém que sempre é alvo de destruição do inimigo; ela é a cidade do Senhor, a menina dos seus olhos: “Ah Sião! Livra-te tu, que habitas com a filha da Babilônia. Porque assim diz o Senhor dos Exércitos. Depois que me glorificou, enviou-me às nações que vos despojaram, porque aquele que tocar em vós, toca na menina dos meus olhos” (Zc 2:7-8). Todos nós estamos fazendo o caminho de volta para a edificação da Casa de Deus: De Babilônia para Jerusalém; de Roma para Jerusalém!

     É claro que estamos falando em forma de figura. Jerusalém (não a terrestre) é o lugar onde se cultua a Deus; onde sacrifícios podem ser apresentados diante dele; é a Cidade onde é estabelecido o seu glorioso templo; é onde se celebram todas as festas do Senhor. Excluir Jerusalém de nossas vidas é tornar sem sentido a nossa carreira e vida cristã. E, é exatamente por causa disso, que o mundo atual a odeia, porque ela é uma lembrança clara da Aliança do Senhor conosco! 

“Junto aos rios de Babilônia, Ali nos assentamos, nos pusemos a chorar, ao recordarmo-nos de Sião. Nos salgueiros que há no meio dela, Penduramos as nossas harpas, pois ali os que nos levaram cativos, nos pediam canções, e os nossos atormentadores exigiam de nós alegria, dizendo: Cantai-nos das canções de Sião. Como cantaremos a canção de YAHWEH, Em terra de estrangeiros? Se eu me esquecer de ti, Jerusalém, esqueça-se a minha mão direita da sua destreza. Apegue-se-me a língua ao céu da boca, se eu não me lembrar de ti, se eu não preferir Jerusalém à minha maior alegria” (Sl 137:1-6).

     Não existe evangelho, festas, ou cruz, fora de Jerusalém! Voltemos para ela!  O Senhor está levando sua igreja de volta à Jerusalém pois o tempo está próximo!

 

Pr Marcos Reis