Família - O Deus que nos gera no ventre

                         FAMÍLIA - O DEUS QUE NOS GEROU NO VENTRE 

"Será que uma mãe pode esquecer do seu bebê que ainda mama e não ter compaixão do filho que gerou? Embora ela possa se esquecer, eu não me esquecerei de você!" (Is 49:15) 

     É quase impossível expressar a relação de um filho e uma mãe. Talvez esta seja a figura mais maravilhosa da relação da paternidade de Deus para um filho seu. Uma relação que começa desde o ventre; a mãe é mais que uma pessoa; é um ambiente de total intimidade. Um filho, desde muito antes de vir à luz, ou seja, de se manifestar ao mundo, já vive neste ambiente de alimentação, de submissão total e irrestrita e também de uma intimidade única: somente a mãe pode mostrar as entranhas para um filho. Igualmente, cremos, que aqueles que são gerados por Deus, através de Cristo, tem a oportunidade de conhecê-Lo intimamente. Todos só conhecem uma pessoa quando este alguém vem ao mundo; a mãe é a única que já conhece desde o ventre, sente a vida do filho pulsando dentro dela. Nós podemos ser uma realidade para o mundo somente quando nos manifestamos; mas para Deus, em Cristo, somos uma realidade em todo o tempo, porque somos gerados nele, assim como o apóstolo Paulo nos ensina: "Porque Deus nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença" (Ef 1:3). Nos escolheu NELE, não somente para para Ele, mas Nele! 

     Filhos, desde o ventre da mãe não necessitam de absolutamente nada, a não ser se alimentar da própria mãe através do cordão umbilical; assim somos nós quando estamos ligados em Deus através de Cristo nesse ambiente maravilhoso. Essa atmosfera é muito mais que um "lugar"; é o próprio Deus. Aqui reside um grande mistério: Muitos querem ir para o céu, o verdadeiro filho quer ir para Deus:"Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim, e eu em vós." (Jo 14:20). 

     Vale a pena ler essa história de um escritor húngaro que desejava explicar a existência de Deus, assim ele escreveu:

"No ventre de uma mãe havia dois bebês.  Um perguntou ao outro: Você acredita em vida após o parto? O outro respondeu: É claro. Tem que haver algo após o parto. Talvez nós estejamos aqui para nos preparar para o que virá mais tarde. Bobagem, disse o primeiro. Que tipo de vida seria esta? O segundo disse: Eu não sei, mas haverá mais luz do que aqui. Talvez nós poderemos andar com as nossas próprias pernas e comer com nossas bocas. Talvez teremos outros sentidos que não podemos entender agora. O primeiro retrucou: Isto é um absurdo. O cordão umbilical nos fornece nutrição e tudo o mais de que precisamos. O cordão umbilical é muito curto. A vida após o parto está fora de cogitação. O segundo insistiu: Bem, eu acho que há alguma coisa e talvez seja diferente do que é aqui. Talvez a gente não vá mais precisar deste tubo físico. O primeiro contestou: Bobagem, e além disso, se há realmente vida após o parto, então, por que ninguém jamais voltou de lá? Bem, eu não sei, disse o segundo, mas certamente vamos encontrar a Mamãe e ela vai cuidar de nós. O primeiro respondeu: Mamãe, você realmente acredita em Mamãe? Isto é ridículo. Se a Mamãe existe, então, onde ela está agora? O segundo disse: Ela está ao nosso redor. Estamos cercados por ela. Nós somos dela. É nela que vivemos. Sem ela este mundo não seria e não poderia existir. Disse o primeiro: Bem, eu não posso vê-la, então, é lógico que ela não existe. Ao que o segundo respondeu: Às vezes, quando você está em silêncio, se você se concentrar e realmente ouvir, poderá perceber a presença dela e ouvir sua voz amorosa."

Deus nos abençoe. 

Pr Marcos Reis