O que é a glória? Primogênito de muitos irmãos

                                   O QUE É A GLÓRIA? O PRIMOGÊNITO DE MUITOS IRMÃOS

“Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Pois o que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que Ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Rm 8:28-29) 

     É maravilhoso o que o Pai está fazendo: uma nova criação. É tão importante que tenhamos conhecimento daquilo que Ele tem planejado para nós. Não é nada comparado ao que conhecemos, ou ouvimos ou que tenha penetrado em qualquer coração humano. O Pai está formando a sua família.

     O nascimento de Jesus é algo maravilhoso realmente. A promessa da vinda do Messias à nação de Israel. No entanto, a realidade é que, Jesus precisou crescer, até se tornar cheio do Espírito Santo, aprovado por Deus, e então, apto, a realizar a obra do Pai. O ápice da obra é a morte na cruz e a ressurreição ao terceiro dia. Paulo diz: “acerca do Seu Filho, que nasceu da descendência de Davi, segundo a carne, e foi declarado Filho de Deus com poder, segundo o Espírito de santidade, pela ressurreição dos mortos, Jesus Cristo, o nosso Senhor” (Rm 1:2-3). Ele ressuscitou e deu origem a uma raça jamais vista nessa terra. A essa raça, Ele chama de, Filhos de Deus! Ele é o primeiro dentre os mortos: “Ele é a cabeça do corpo, a igreja: é o princípio, o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência” (Cl 1:18). Jamais, antes de Jesus, um homem entrou na morte e saiu de lá para não mais entrar. O salário do pecado é a morte e, então, a morte tinha o poder de segurar aquele que ia até ela, porque havia uma dívida a ser paga por causa do pecado. Para Jesus, no entanto, não havia nenhuma dívida sequer, e portanto, nenhum salário a ser pago: “Deus porém o ressuscitou, soltos os laços da morte, porque não era possível que fosse detido por eles” (At 2:24). A ressurreição de Jesus, é o maior acontecimento de toda a eternidade. Através da ressurreição, Deus o faz Cristo: “Portanto, saiba com certeza todo Israel, que a este Jesus a quem crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo” (At 3:36). Jesus foi crucificado, Deus ressuscitou o Cristo.

     A glória de Cristo é tão tremenda, que o mesmo apóstolo João, que costumava encostar a cabeça no peito de Jesus, caiu a seus pés como morto, ao ver o Cristo na Sua plenitude: “A sua cabeça e cabelos eram brancos como lã, brancos como a neve, e os seus olhos como chama de fogo. Os seus pés eram semelhantes a latão reluzente, como que refinado em uma fornalha, e a sua voz como a voz de muitas águas. Tinha ele, na mão direita, sete estrelas, e de sua boca saía uma espada afiada de dois gumes. O seu rosto era como o sol, quando resplandece na sua força. Quando o vi, caí a seus pés como morto. Mas ele pôs sobre mim a sua mão direita, dizendo: Não temas. Eu sou o primeiro e o último. Eu sou o que vivo; fui morto, mas estou vivo para todo o sempre! E tenho as chaves da morte e do inferno”. (Ap 1:14-18). Não se espante: É exatamente para esse nível de glória, que o Senhor tem nos chamado. Sermos semelhante a Ele. O quanto nós nos deixarmos moldar, será o resultado dessa transformação.

     Pela morte de Jesus, nós somos perdoados. O perdão, é sem dúvida algo maravilhoso. Mas, além do perdão, precisamos ser libertos do poder do pecado. Imagine um juiz indo numa prisão e perdoando aqueles que estão presos, sem no entanto os tirar da prisão. Portanto, é pela ressurreição de Jesus, que o Cristo é manifestado e Sua Vida em nós, nos torna filhos, como Ele, não só perdoados, mas libertos, definitivamente, do poder do pecado e da morte. Ele era o Unigênito, o único gerado por Deus, mas agora, em Cristo, também somos gerados. Então, Ele passa a ser o primogênito de muitos irmãos. O primeiro de uma raça totalmente gloriosa e nova. Não podemos ter dúvidas: o plano de Deus não se resume a termos vidas felizes em si mesmos. O nosso bem, para o qual todas as coisas cooperam, é sermos conformados a Sua gloriosa imagem. É sermos exatamente como Ele é. E todas as coisas, agradáveis ou não, irão contribuir para que essa obra gloriosa aconteça em nós. Assim como Ele foi gerado como Filho, nós, em Cristo, também somos. Cristo, abriu a porta para o surgimento de uma criação jamais vista desde a eternidade: A geração dos filhos de Deus.

     Todo o evangelho fala desta glória. Da glória de sermos filhos semelhantes a Cristo! Ele é o primeiro e nós, por Ele, somos chamados à família de Deus. Nunca devemos transformar o evangelho poderoso da glória de Cristo em uma ferramenta para o nosso bem-estar. Existe uma glória escondida em mistério, mas revelada aqueles que o amam pelo Espírito Santo. Aguardamos, ansiosamente, o Grande Dia, em que essa glória, se manifestará nos nossos corpos. "Ainda não se manifestou o que havemos de ser, mas quando Ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele, assim como Ele é, nos o veremos" (I Jo 3:2). Que possamos viver, em realidade, querendo, mais que tudo, a Glória!  

Pr Marcos Reis