Paternidade - Alinhamento de Gerações

PATERNIDADE – ALINHAMENTO DE GERAÇÕES

“Vede, eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor. Ele converterá o coração dos pais aos filhos e dos filhos aos pais, para que eu não venha e fira a terra com maldição. (Ml 4:5-6)

E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus. Irá adiante dele no espírito e poder de Elias, para fazer voltar o coração dos pais aos filhos, e os rebeldes à sabedoria dos justos, para deixar ao Senhor um povo preparado” (Lc 1:17)

     A conversão dos pais aos filhos e dos filhos aos pais é a última palavra do VT, proferida pelo profeta Malaquias. Após isso, houve um grande período de “silêncio” da parte de Deus, até que João Batista, o “Elias” que havia de vir, reinaugurou um tempo profético onde o principal objetivo de sua mensagem era o alinhamento de gerações. Há uma promessa de Deus em levantar, esse ambiente profético nos últimos dias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor. A glória de tudo isso é que as coisas de Deus, acontecem e acontecem... “O que é já foi e o que há se ser, também já foi” (Ec 3:15). Sem a menor sombra de dúvida uma prova clara da eterna misericórdia do Senhor em nos mostrar insistentemente o seu glorioso caminho. Nós estamos revivendo, nos nossos dias, esse choque de gerações. O mundo se tornou um lugar onde pais e filhos, com suas diferentes características naturais, se vêem desalinhados entre si. Há um desejo do mal em ver as famílias desalinhadas, em ferir a paternidade. Gerações que têm buscado coisas diferentes, perdendo a beleza do propósito único e eterno do Pai. Para a glória de Deus, o Senhor está alinhando essas gerações, e, assim, um povo único, alinhado ao propósito do Seu reino, já está sendo levantado.  

     Quando o evangelista Lucas escreve seu evangelho, ele relata as palavras do anjo que apareceu a Zacarias, pai de João Batista, trazendo um pouco mais de luz à profecia de Malaquias: Os pais teriam seus corações voltados aos filhos e os rebeldes à sabedoria dos justos, assim o Senhor teria UM povo, em unidade, preparado. Vemos claramente que o Senhor está falando de pais e filhos como gerações diferentes que necessitam ser alinhadas como um único povo, preparado para a sua volta.

     É redundância dizer que os pais têm mais sabedoria que os filhos, pela própria experiência de vida; igualmente, podemos dizer que, os jovens, ou seja, os filhos, são mais corajosos em seu estilo de vida, são inquietos e “indignados” com o sistema atual e por isso, quando conseguem ser contundentes com sabedoria, são os grandes provocadores de mudanças. Os pais têm a experiência e a sabedoria, porém muitas das vezes lhes faltam a coragem para fazer. Tenho visto uma geração de pais que, por muitas das vezes se “acomodou com o sistema”, parecem não querer mais lutar, colocaram em suas mentes que não podem mais, e com isso, acabam por se tornarem insensíveis aos anseios da nova geração que quer mudança, que questiona, que não aceita um simples não, mas querem saber o porquê. Nós não deveríamos nos levantar contra o errado sem estabelecer o modelo do que é certo. Filhos estão à procura de modelos, e, é nossa responsabilidade como pais, oferecer isso a eles. 

     É bem verdade que muito da postura controversa de um jovem, tende a diminuir com o passar do tempo, dando lugar à experiência de vida, mas por quê à medida que vamos ficando mais experientes temos que ficar mais medrosos, mais tímidos, menos confiantes? Ao contrário; a sabedoria dos pais, no exercício da paternidade, deve se somar à audácia dos filhos; ao passo que, a intrepidez dos filhos deve contagiar e encorajar os pais. Filhos e pais, ambos, audaciosos com sabedoria e sábios com audácia. Esta é a geração que o Senhor está levantando e que estará alinhada e preparada para a sua volta. Pais tem que entender que os filhos estão sendo levantados e que trazem, em si mesmo, uma força que precisa ser tratada com sabedoria e prudência; enquanto, filhos precisam entender que os pais que são mais experientes e mais vividos, podem os ajudar a atingir o propósito. A paternidade gera destino para os filhos. Filhos não chegaram a nenhum lugar sem que estejam sujeitos à paternidade.

     Na saída do povo do Egito havia igualmente duas gerações: uma, mais antiga, que saiu de lá, como pais; e outra, filhos que nasceram no deserto, filhos que precisavam da direção dos pais para chegar ao propósito. Infelizmente, sabemos que a antiga geração pereceu no deserto e somente a nova geração entrou na terra, com exceção de Josué e Calebe, que mesmo a despeito das dificuldades, creram na promessa e por isso a alcançaram. As palavras de Calebe, com 85 anos, encorajam a nossa geração de pais: “Ainda estou tão forte como no dia em que Moisés me enviou; qual era a minha força, então tal ainda é agora para a guerra, para sair e para entrar. Assim, dá-me esse monte de que o Senhor falou naquele dia” (Js 14:10-11). Um pai, uma geração anterior, que não cansou, que ficou firme estabelecendo um modelo para a geração seguinte. Filhos que tiveram um modelo a seguir.

     As duas gerações precisam uma da outra. Conversão é mudar, se voltar para o outro. Há dificuldade de comunicação entre as gerações, e o Espírito do Senhor trará os corações dos pais aos filhos e dos filhos aos pais. O encontro da experiência com a intrepidez; da prudência com a valentia; da sabedoria com a coragem. Esse é o modelo do povo que o Senhor está levantando. Que pais se levantem como arcos para que seus filhos sejam flechas poderosas nas mãos do Senhor, o poderoso arqueiro, que têm ambos sob o seu absoluto controle! Deus os abençoe!

Pr Marcos Reis


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