A QUEDA DO TERRENO E A RESTAURAÇÃO DO CELESTIAL - X
No que diz respeito à reedificação da Cidade, que sabemos ser a volta do governo e autoridade de Deus através do seu povo, aprendemos que Neemias precisou enfrentar e vencer os seus desafios: o próprio bem estar, o caos da cidade que desanimava o povo e também alguns infiltrados, com coração terreno, que não conheciam o Senhor e que insistiam que ele descesse. “Estou fazendo uma grande obra e não posso descer” é a palavra que deve ecoar nos nossos corações nesses dias. TUDO precisa ser realizado pelo homem espiritual, nada, por melhor que seja, feito pelo homem natural, tem qualquer significado. As trevas não querem que paremos de fazer, mas que façamos em uma dimensão terrena. Assim, podemos ser enganados, ao achar que “não paramos”, que continuamos no propósito. O fruto das nossas mãos precisa ser consequência do nosso coração. Essa foi a lição que Deus deu a Moisés ao chamá-lo para a grande obra de libertação do povo de Israel: Coloque a mão no peito e você verá como estão as suas mãos! Um coração puro e limpo de intenções terrenas fará com que nosso serviço seja verdadeiro, e consequentemente aceito, no Senhor. Não desça jamais! Homens de autoridade, são os que se movem, pelo Espírito, no homem espiritual; não precisam reivindicar com suas próprias vozes e esforço, o seu chamado e posição. Se estamos em um lugar onde nossa autoridade em todo momento precisa ser lembrada é sinal de que não a temos. Não existem grandes homens de Deus, o que há, são homens rendidos aos pés do Senhor em humildade e fraqueza da carne.
É quando somos fracos que somos fortes! Os grandes homens de Deus usados poderosamente por Ele, em todo o tempo, foram homens absolutamente “normais”, e precisavam ser, para que a glória de Deus não fosse escondida. No entanto, uma coisa, sem exceção, era comum em todos eles: habitavam no “andar de cima”. Elias, Eliseu, Daniel, veja onde eram os seus quartos, os seus lugares de intimidade, e notarão que não é coincidência, serem, todos, no andar de cima das casas em que estavam! A igreja nasce no Pentecostes no andar de cima, no cenáculo. Somos de cima! É o céu quem responde à terra para que essa, possa responder ao mundo! (Os 2:21). A maior palavra proferida por Moisés foi “Eu não sei falar” (Ex: 4:10). Foi exatamente assim que seu chamado começou! Coincidência dizer que foram as mesmas palavras que Jeremias disse ao ser chamado? (Jr 1:6). Claro que não! Nossa aprovação acontece no exato momento em que reconhecemos que não podemos, não sabemos! Por esse motivo vemos Neemias abdicando de "comer do pão do governador” como os outros governadores que vieram antes fizeram (Ne 5:14-15). Ele diz: “É por causa do temor do Senhor”. Uma geração de cima, marcada pelo quebrantamento e humildade está assumindo o governo de Deus. Somente viverão isso, os que se adequarem a essa realidade. Jesus disse isso: assim foram os reis desse mundo que exerciam autoridade antes de vocês, “MAS VÓS NÃO SOIS ASSIM, pelo contrário, o maior seja entre vós o menor, e o que governa seja como o que serve” (Lc 22:25-26), "pois mesmo sendo muitos, somos participantes de um só pão, Cristo". (I Co10:17)
Apesar de ser grande e espaçosa, "havia pouca gente na cidade, as casas não estavam edificadas, AINDA" (Ne 7:4). O “ainda" aqui é, sem dúvida, uma ênfase de que, pelo tempo decorrido, já deveriam estar. A falta da edificação em Cristo, da busca pela plenitude Nele, faz com que muitos, apesar de acharem que sim, não façam, ainda, parte da Cidade! Ela é grande e espaçosa, mas são poucos os que encontram as suas estreitas portas! Jesus nunca disse que a Cidade é estreita, suas portas é que são! Esse é o convite do nosso Senhor: “Vinde porque tudo está preparado” (Lc 14:17). O que falta para que todos os chamados sejam, de fato, escolhidos? Todos os nascidos de Deus, sejam, verdadeiramente, edificados? Talvez seja porque, comprei um campo, ou algumas juntas de bois, ou quem sabe, acabei de casar, e por isso não posso ir.
“No mesmo dia, ofereceram grandes sacrifícios, e se alegraram, pois Deus os alegrara com GRANDE ALEGRIA… se ouvia de longe o júbilo de Jerusalém” (Ne 12:43). Esse é o único lugar da verdadeira alegria. Ah! “Ainda há lugar” (Lc 14:22) e, sabemos, que no fim, ela não ficará vazia!
Pr Marcos Reis