A QUEDA DO TERRENO E A RESTAURAÇÃO DO CELESTIAL - IX
A restauração da Casa de Deus, aprendemos, fala da glória, da presença de Deus NO seu povo. A restauração da Cidade, fala da autoridade, do governo de Deus ATRAVÉS DO seu povo. Ambas são figuras, sombras proféticas da igreja de Cristo. Nós somos a Casa e a Cidade de Deus, carregamos a glória Dele e Sua autoridade nessa terra! Toda autoridade reside no homem espiritual, regenerado! A queda da cidade antiga, entregue à autossuficiência humana, foi necessária para que se levantasse uma cidade na qual o poder e a autoridade de Deus seriam novamente vistos. Assim também, só vemos uma igreja com autoridade e governo de Deus verdadeiro se nos movermos no celestial.
Estamos sendo chamados a viver verdadeiramente essa realidade e, para que isso seja possível, enfrentamos com coragem os confrontos que a natureza humana nos apresenta, essa sim, tenta nos manter governados pelo terreno. O Senhor está manifestando seu governo e autoridade nos céus através do Seu povo! Esse é nosso ambiente! Uma cidade cercada, protegida, um ambiente inviolável que está numa dimensão inacessível a absolutamente qualquer ataque do inimigo! Tanto a cidade estava sendo erigida dos escombros como as brechas dos muros estavam sendo fechadas! Não tenho a menor dúvida de que o Pai está nos chamando nesse último tempo a nos abrigarmos Nele, no Filho; e a partir Dele, exercermos o poder que salvará muitos que ainda não O conhecem de verdade! Para isso, é necessário que primeiro, entendamos nosso papel, nos submetamos ao seu tratamento e restauração para que, enfim, possamos ser parte de algo grandioso que o Senhor tem feito. Não podemos ser seduzidos e vencidos pelas coisas dessa era presente! Essa é a única estratégia que as trevas têm de nos derrotar: nos manter em seu próprio ambiente. Preste atenção nisso!
Os confrontos enfrentados por Neemias nessa restauração foram muitos e cada um deles fala daquilo que igualmente precisamos vencer. O primeiro, o seu próprio conforto. Todos os que vivem a autoridade espiritual e o governo de Deus, de certa forma, quando necessário, abriram mão de um certo nível de conforto pessoal. É um teste para Deus manifestar onde de fato está o nosso coração, e muitos falham. Neemias era altamente considerado na Babilônia, copeiro do rei; por que se envolver em algo que mudaria radicalmente o seu confortável estilo de vida? Pela causa! É a única resposta. “Como não estaria triste o meu rosto, estando a cidade dos meus pais assolada e suas portas consumidas pelo fogo …" (Ne 2:3). As portas estavam incendiadas pelo fogo do inimigo mas o coração de Neemias estava incendiado pela causa e é impossível as trevas pararem um homem incendiado pela causa de Deus. Como precisamos ser absorvidos pela causa do nosso Senhor! Tudo seria muito mais fácil!
De posse de uma causa que lhe queimava o coração, os outros desafios vencidos foram o caos da cidade, o natural desânimo do povo e os inimigos infiltrados no meio da obra. Não tenhamos dúvidas: essas coisas existem até hoje como obstáculos que cada um de nós precisa vencer. A cidade estava um caos, escombros para todo lado. Quase não se sabia por onde começar. Talvez muitos estejam assim, o caos é tão grande que é difícil achar ânimo para começar. Assim estava a cidade, desanimada por causa do caos visível. Se olharmos para os escombros jamais vamos começar! “Quem olha o vento nunca semeará” (Ec 11:4). Não somos guiados pelo que vemos mas pela promessa que carregamos! O ambiente terreno nada tem a nos falar porque nossa autoridade e governo é de cima! Precisamos começar! Pedra por pedra, passo a passo. Por isso é tão importante nos cercarmos de irmãos que nos suportem em amor não nos nossos caprichos naturais mas no cumprimento da causa! Não devemos exigir suporte em amor se vivemos nossa própria causa. “Suportaivos uns aos outros em amor” (Ef 4:2). Mesmo com o desânimo advindo de um caos aparente, aqueles que se cercam de irmãos que são suporte em amor, jamais ficarão de fora.
É obvio que, se a comunhão verdadeira nos faz vencer esses desafios, o contra ataque inimigo é usar os estrangeiros que ainda estão no meio do povo. Pessoas terrenas, cujo deus é o seu próprio ventre e que só pensam nas coisas dessa era, não desejosos e totalmente ignorantes sobre a glória e o governo de Deus. Estes, é claro, não medirão esforços para fazer descer aqueles que lutam e se esforçam para “guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz” (Ef 4:3). Cabe a nós, sabendo quem somos, não darmos ouvidos a estes: “Estou fazendo uma grande obra e não posso descer” (Ne 6:3).
Pr Marcos Reis